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	<title>Pensamentos &#8211; Maico Oliveira Buss &#8211; Inovação e Tecnologia</title>
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	<title>Pensamentos &#8211; Maico Oliveira Buss &#8211; Inovação e Tecnologia</title>
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		<title>Saúde Mental não pode ser um produto</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2025 13:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Health]]></category>
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<p>Quero compartilhar algumas reflexões sobre um tema que venho remoendo há algum tempo. Deparei-me com um <a href="https://thejobs.com.br/p/ambicao" data-type="link" data-id="https://thejobs.com.br/p/ambicao">texto </a>recentemente que organizou muitas das minhas impressões sobre saúde mental e autocuidado no mundo de hoje, e senti a necessidade de colocar isso no papel, ou melhor, na tela.</p>



<p>Vivemos numa época curiosa. Quando se fala em &#8220;autocuidado&#8221;, a imagem que muitas vezes vem à mente é um tanto&#8230; caricata. Banhos de espuma, incensos importados, planners com canetinhas coloridas, ou, na versão mais moderna, mergulhar o rosto em uma bacia com gelo às 5 da manhã. Com todo respeito a quem pratica e se sente bem com isso, pessoalmente, sempre achei essa abordagem um pouco desconectada da realidade da maioria.</p>



<p>Essa visão transformou o autocuidado em um produto, quase um artigo de luxo. &#8220;Me mimei&#8221; virou sinônimo de comprar algo, quando, na minha visão, o buraco é bem mais embaixo. Cuidar de si é um trabalho interno, profundo e, muitas vezes, árduo. Não é à toa que os números de afastamento do trabalho por questões de saúde mental estão em recordes históricos no Brasil. O tema é urgente, mas a abordagem &#8220;gourmet&#8221; acaba afastando justamente quem mais precisa dele.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://maicobuss.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="960" src="https://maicobuss.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image.jpg" alt="" class="wp-image-5598" srcset="https://maicobuss.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image.jpg 720w, https://maicobuss.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a></figure>



<h3 class="wp-block-heading">As barreiras que nós mesmos criamos</h3>



<p>Um ponto que o material original aborda, e que considero fundamental, são os motivos pelos quais muitas pessoas, especialmente no ambiente de trabalho, torcem o nariz para o assunto. São ceticismos compreensíveis, que eu mesmo já compartilhei em alguns momentos da minha carreira.</p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li><strong>&#8220;Dizer não&#8221; é perder oportunidades:</strong> Muitos de nós, principalmente no início da carreira, fomos condicionados a acreditar que precisamos aceitar tudo para provar nosso valor. O contraponto é doloroso, mas real: dizer &#8220;sim&#8221; para tudo é uma receita para a mediocridade. Qualidade e foco superam a quantidade de sacrifício. Pessoas estratégicas sabem priorizar.</li>



<li><strong>Medo do julgamento:</strong> &#8220;Meu chefe não liga para isso&#8221;. A verdade é que ele provavelmente não vai ligar mesmo. A responsabilidade pelo seu bem-estar é sua. Quem ensina aos outros como deve ser tratado é você mesmo. Liderar a si próprio é o primeiro passo para ser respeitado e, eventualmente, liderar outros.</li>



<li><strong>A cultura do &#8220;trabalhar mais que todos&#8221;:</strong> A romantização do esforço excessivo (<em>hustle culture</em>) ainda é forte. Eu mesmo sempre acreditei no valor do trabalho duro. Com o tempo, porém, aprendi que &#8220;trabalhar duro&#8221; é diferente de &#8220;trabalhar de forma burra&#8221;. O crescimento vem do aprendizado e do impacto gerado, algo impossível de se alcançar quando se vive no limite da exaustão.</li>



<li><strong>&#8220;Isso é luxo de quem já chegou lá&#8221;:</strong> A ideia de que impor limites é um privilégio de quem tem um cargo sênior. Eu te convido a inverter a lógica: impor limites não é o luxo de quem chegou lá, é o pré-requisito para se chegar lá.</li>



<li><strong>Não saber como fazer na prática:</strong> É difícil. Comunicar limites e enfrentar o desconforto social exige habilidades que nem todos desenvolvemos. Mas o ponto é justamente esse: crescer é difícil. Aprender a se posicionar é desconfortável no começo, mas é o que separa quem avança de quem fica estagnado.</li>
</ol>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://maicobuss.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2.jpg"><img decoding="async" width="720" height="960" src="https://maicobuss.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2.jpg" alt="" class="wp-image-5600" srcset="https://maicobuss.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2.jpg 720w, https://maicobuss.com.br/wp-content/uploads/2025/08/image2-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Um Roteiro Prático para o Autocuidado Real</h3>



<p>Se a abordagem de &#8220;comprar&#8221; soluções não funciona, como podemos, então, agir de forma prática? A chave é fazer um diagnóstico honesto, antes de sair aplicando qualquer &#8220;remédio&#8221;.</p>



<p>O texto propõe um mapa com cinco dimensões da nossa vida. Pense nelas como áreas a serem investigadas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Físico:</strong> Como está o seu corpo? Você dorme bem? Se alimenta de forma minimamente decente? A dor nas costas e o cansaço constante são sinais claros de que seu corpo está operando no vermelho.</li>



<li><strong>Social:</strong> Quando foi a última vez que você conversou com amigos sobre algo que não fosse trabalho? O isolamento social é uma fonte gigantesca de desgaste.</li>



<li><strong>Emocional:</strong> Você vive em estado de alerta, reagindo a tudo com ansiedade e estresse? Aprender a reconhecer seus gatilhos é uma habilidade de sobrevivência no mundo moderno.</li>



<li><strong>Espiritual:</strong> E aqui não falo necessariamente de religião. Falo de propósito, de sentido. Sua vida tem sido um loop de e-mails e boletos? Ignorar essa dimensão não te faz mais racional, apenas mais vazio.</li>



<li><strong>Intelectual:</strong> Nossa mente precisa de estímulos além de tarefas e planilhas. Quando foi a última vez que você aprendeu algo novo por puro prazer ou curiosidade? Uma mente que não aprende, atrofia.</li>
</ul>



<p>Depois de identificar qual (ou quais) dessas áreas está mais crítica, o próximo passo é montar seu &#8220;kit de ferramentas&#8221;, que pode ser dividido em três níveis:</p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li><strong>Nível 1 (Ações Imediatas):</strong> Coisas que estão ao seu alcance agora, sem custo. Uma pausa para respirar, uma caminhada de 15 minutos, desligar o celular por uma hora, um banho quente. O socorro imediato.</li>



<li><strong>Nível 2 (Ações com Investimento):</strong> Aqui entra o que exige algum recurso financeiro. Terapia, um check-up médico, uma consulta com nutricionista. Adiar isso, muitas vezes, custa muito mais caro no futuro.</li>



<li><strong>Nível 3 (Ações de Longo Prazo):</strong> O trabalho mais difícil, mas o mais transformador. Exige consistência. Ler livros que te desafiem, fazer um curso, ter aquelas conversas difíceis, construir disciplina, cortar relações ou hábitos que não te servem mais.</li>
</ol>



<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://maicobuss.com.br/wp-content/uploads/2025/08/um-infografico-simpl.png"><img decoding="async" width="1536" height="1024" src="https://maicobuss.com.br/wp-content/uploads/2025/08/um-infografico-simpl.png" alt="" class="wp-image-5601" srcset="https://maicobuss.com.br/wp-content/uploads/2025/08/um-infografico-simpl.png 1536w, https://maicobuss.com.br/wp-content/uploads/2025/08/um-infografico-simpl-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 1536px) 100vw, 1536px" /></a></figure>



<h3 class="wp-block-heading">A Ambição Certa</h3>



<p>O que tudo isso nos mostra é que o verdadeiro autocuidado é uma estratégia. É parar de copiar a rotina de influenciadores e começar a construir a sua. É entender que seu cansaço pode não ser físico, mas sim intelectual ou social.</p>



<p>E aqui entra a ideia mais poderosa, na minha opinião: <strong>a ambição como ferramenta de saúde mental.</strong> Não a ambição simplista de &#8220;ficar rico&#8221;, mas a ambição de crescer, de aprender, de se tornar uma versão melhor de si mesmo. Essa busca por evolução, quando alinhada aos nossos valores, dá propósito e energia. Ela nos tira do modo de sobrevivência e nos coloca no controle.</p>



<p>No fim das contas, cuidar de si não é um luxo nem um conjunto de produtos que você compra. É o alicerce. É o trabalho mais importante que você pode fazer para construir não apenas uma carreira sólida, mas uma vida com mais significado.</p>



<p>Um abraço e até a próxima.</p>



<p>Aplique o prompt abaixo em um Chat de Inteligência Artificial como chatGPT ou Gemini que ela lhe ajudará a transformar a teoria desta publicação em atividades práticas, customizadas exatamente para o seu dia a dia.</p>



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		<title>Airton Senna e a busca pelo sucesso.</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 17:42:14 +0000</pubDate>
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		<title>Por que a morte nos mata tanto?</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2020 13:46:22 +0000</pubDate>
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<p>Este texto é de Rodolfo Amstalden, recebi por ser assinante da Empiricus e por ter sido muito relevante para mim, tomo a liberdade de republicá-lo.</p>



<p class="has-text-align-right"><em>Tenho sangrado demais,<br> tenho chorado pra cachorro.<br>Ano passado eu morri, <br>mas esse ano eu não morro.<br>— Belchior</em></p>



<p>A morte talvez incomode por ser o fim de uma vida que, a despeito dos altos e baixos, teima em ser feliz.</p>



<p>Ou por ocultar uma incerteza absoluta. How to die in a world we don&#8217;t understand?</p>



<p><strong>Se não existe &#8220;antes de mais nada&#8221;, será que pode existir &#8220;depois de mais tudo&#8221;?</strong></p>



<p>Eu sempre tive conversas profundas com o Felipe sobre a morte. Tive a sorte de, ainda em vida, encontrar um amigo com o qual posso conversar filosoficamente sobre a morte. Essas pessoas são raríssimas, deveriam ser proibidas de morrer.</p>



<p>Como se dão tais conversas? Não são nada tétricas; são mais como explorações intelectuais genuínas, sem vencedor ou perdedor. Aprendemos bastante ao nos ajoelharmos para rezar no túmulo do outro.</p>



<p>Em linhas gerais, eu sou um sujeito que se preocupa pouco com a hipótese de morrer, não é algo que me incomoda tanto assim. É claro que eu prefiro estar vivo, mas meu mundo não vai acabar (?) quando a morte chegar.</p>



<p>Já o Felipe é o oposto. Fica extremamente incomodado só em ouvir falar do fim. Desconfio que isso tenha a ver inclusive com a sua insônia. Dormir é uma grande perda de tempo para quem um dia vai morrer.</p>



<p>No entanto, a despeito desses extremos aparentemente antagônicos, ambos concordamos com um aspecto vital: somos todos despreparados para encarar a morte. Crianças brincando no tabuleiros dos Deuses.</p>



<p>Trata-se de um erro ontológico. Desde a origem, fomos educados de modo a perceber a morte como algo único e definitivo — mas não é como ela se manifesta ao longo da vida.</p>



<p>Tenho hoje 37 anos e já morri algumas vezes. Mesma coisa com o Felipe. Tenho certeza de que já aconteceu com você também.</p>



<p>Ao percebermos a Morte estritamente como algo final, com &#8220;M&#8221; maiúsculo, perdemos a capacidade de encará-la de frente quando ela aparece no meio do caminho, inúmeras vezes.</p>



<p>Somos atropelados pelo Minotauro enquanto estávamos ainda alongando a panturrilha antes de entrar no labirinto, quando deveríamos estar já de escudo e espada em riste.</p>



<p>Mas tudo bem, o despreparo não é um problema. Morrer no meio do corredor não é um problema, desde que você saiba, de antemão, que vai morrer várias vezes. Aquela foi só mais uma vez. Cost of being in the business of life.</p>



<p>Temos que ficar calejados em relação ao juízo final, trazer a valor presente esse extenso fluxo de sangue intertemporal.</p>



<p>Cada drawdown do mercado é uma morte, e um tipo diferente de morte. Se acontece de você cair em um drawdown, aprenda a morrer com dignidade. Não chore, não fique se lamentando; logo passa.</p>



<p>Na verdade, nem dá tempo de se lamentar. Daqui a pouquinho, já vem outro drawdown por aí. E você vai querer estar de pé quando a próxima onda vier para te derrubar.</p>
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